Houve um tempo em que pensei que estar com alguém que se ama é a melhor sensação do mundo. Também houve um tempo em que pensei que esse alguém que se ama só pode estar dentro de si mesmo, ficar sozinho portanto seria a melhor sensação do mundo.
Nesse segundo tempo, descobri que se amar também significa respeitar suas próprias vontades. Eu estava errada em todos os tempos, mas não errei em descobrir que para se estar com alguém completamente, é necessário ficar sozinha. Não errei também em descobrir que faz parte do “se auto-amar” não respeitar suas vontades, protegendo-se assim de dores de conseqüência. Mas eu tive de sofrer essas dores para aprender a me proteger, sofrendo assim dores menores, mais serenas.
Confusões mentais a parte, decidi lhe mandar uma mensagem. Antes disso, pensei sobre as possíveis conseqüências: pensei nas menores, mas maiores, nas boas, nas ruins, enfim, pensei em todas as possíveis!
Mandei. Não obtive resposta. Oh Céus, esqueci-me de pensar na falta de conseqüências. Ele não respondeu. Passou-se um dia. Dois. Uma semana. Três. Não houve resposta boa, nem ruim. Houve ausência completa de respostas.
Me remoí, chorei, rolei no chão como se me doesse o abdômen. Desse uma resposta negativa, xingasse-me, qualquer coisa, mas a falta de resposta é dor na certa.
Era a volta dos choros da tarde. Pontualmente aquela dor surgia e o choro da tarde voltava. Não adiantava mais bater os pés, fazer birra, chorar. Não houve mais nenhuma resposta, houve ausência.
*Lunar
5 semanas atrás
